sexta-feira, 9 de maio de 2014

O que realmente conta em uma sociedade

Recebi estes dias um e-mail que trata de uma resposta de uma doutora portuguesa a uma reportagem mau-caráter que uma atriz brasileira fez em Portugal. A ênfase da resposta na tecnologia, procurando mostrar que Portugal não era um país atrasado, me deixou a pensar. Por que para tantos neste mundo o canto de sereia da tecnologia ainda seduz e por que para eles a tecnologia é a salvação de um país? Será que o mundo está tão materialista assim, ou são só as elites? Muito pior se forem as elites! Pois abandonado às próprias forças, o povo vira joguete de demagogos. Não é capaz de por si mesmo encontrar a verdade. Uma elite formada nas melhores virtudes é capaz de inspirar pelo exemplo e regenerar um povo. Isso aconteceu no processo de cristianização da Europa e não à toa um rei convertido era uma grande vitória para o Cristianismo. A maçonaria também entendeu a importância de arregimentar a nata da sociedade para seus fins espúrios e sempre buscou em primeiro lugar pessoas de destaque que exercessem poder de influência.
O grande ponto que significa "avanço" em um país, o único que conta, por sinal, porque ao contrário do que acreditam os ateus, este mundo não é tudo que existe - o grande diferencial é este: se um povo coloca o Reinado Social de Jesus Cristo entre seus ideais, se os valores cristãos fazem parte de suas instituições, se a moral cristã está firme e forte entre as famílias. Não adianta quererem tecnologia, isso é de menos num povo. A tecnologia é contraditória: diz-se que aproxima as pessoas, quando as afasta visivelmente; veja-se o caso das redes sociais, que de fato dessocializam as pessoas, isoladas cada uma com seu celular mesmo quando fisicamente entre amigos! Um país altamente atrasado em tecnologia e ciência pode pelo contrário ser um país onde haja mais amor e paz e felicidade entre as pessoas; e um outro superdesenvolvido, hipertecnológico, riquíssimo, ser um país onde as pessoas se odeiam profundamente, competem entre si como animais furiosos, onde as famílias sejam todas desfuncionais, as crianças percam cedo a inocência, quando lhes permitem nascer, ou sejam mortas no útero da própria mãe, em nome de uma suposta qualidade de vida; onde os velhos não têm mais direito de viver e a sodomia é colocada em patamar superior ao da família pelo Estado. Mas as aparências deslumbram os homens, que se atraem por superficialidades, pelo que não os alimenta espiritualmente, nem seu intelecto, nem sua vontade; por coisas que ao fim não levarão consigo, quando seus dias terminarem sobre a terra.
Neste sentido, creio que Portugal, terra escolhida para evangelização dos pagãos americanos, africanos e asiáticos, ainda esteja à nossa frente, séculos depois do descobrimento, embora ultimamente a decadência da sociedade portuguesa, mormente após a maçônica Revolução dos Cravos, esteja trazendo seu nível para mais perto de nós.