quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lar

Um homem deve estar onde se sinta melhor no mundo. Para mim seria em qualquer país que um dia pertenceu ao Império Austro-Húngaro, domus habsburgensis. Claro, hoje há uma grande decadência em relação ao que já foram (e duas guerras mundiais ajudaram muito nesse suicídio), mas mesmo assim ainda guardam vestígios desse tempo que para mim valem mais que a brutal realidade que esmaga o homem no Ocidente materialista e ateu. É estranho, mas penso que, de algum modo misterioso que somente Deus entenderia, esposar os valores de um antigo império, ter uma afinidade espiritual com sua cultura morta, nos faz pertencer a ele bem mais essencialmente do que se nele tivéssemos nascido cem ou duzentos anos antes, mais profundamente que se falássemos as línguas oficiais daquele estado e déssemos nossa vida pela sobrevivência dessa cultura numa batalha decisiva qualquer.