sábado, 27 de julho de 2013

Relativização de São Paulo

Contra os que relativizam São Paulo e suas admoestações contra os maus costumes dos devassos, condicionando-as historicamente, saibam que um homem que teve a revelação da Parusia e das últimas coisas, e com isso também dos efeitos de suas palavras através dos séculos, não podia deixar de escrever segundo o que deve ser sempre. O peso da eternidade elevou seus textos às alturas das coisas que não passam. Mesmo que quisesse, e certamente não o quereria, não poderia escrever o que só valesse para seu tempo; pois seus escritos haviam sido tocados pela eternidade no exato momento em que brilhou a luz que o cegou. Um pensamento como esse, de que há partes do Novo Testamento que já não valem porque histórica e culturalmente condicionadas, leva ao relativismo e à destruição da fé; portanto, tenham cuidado os que assim pensam, pois podem estar começando uma jornada em direção às trevas exteriores.